O Ministério da Fazenda abriu prazo até o dia 28 de fevereiro para receber contribuições no segundo ciclo do Procedimento de Avaliação Regulatória e Concorrencial (PARC), informou o Demarest Advogados.
A iniciativa é voltada a empresas, associações setoriais, pesquisadores e demais interessados em apontar normas regulatórias que possam afetar de forma negativa a livre concorrência nos mercados brasileiros.
Criado em 2015 pela Secretaria de Reformas Econômicas (SRE), o PARC busca identificar gargalos em práticas regulatórias ou em legislações com efeitos anticompetitivos.
As sugestões devem ser enviadas por meio da plataforma Brasil Participativo e podem contribuir para a revisão e o aperfeiçoamento do ambiente regulatório, com potencial de reduzir barreiras e atrair investimentos. No primeiro ciclo, a Secretaria avaliou três normas com possível impacto concorrencial:
Outras normas da ANP, do Banco Central e leis federais sobre previdência e seguridade social seguem em avaliação.
DIÁLOGO COM O MERCADO
Para o Ministério da Fazenda, o PARC funciona como mecanismo de comunicação entre o poder público e mercados regulados, ao considerar diferentes fases do ciclo regulatório e múltiplas perspectivas dos agentes afetados.
O procedimento tem ganhado relevância ao produzir diagnósticos que podem orientar ajustes normativos em setores estratégicos da economia. Marco Antonio Fonseca, sócio das áreas Concorrencial e Inteligência Governamental do Demarest Advogados, avalia que a nova etapa amplia as possibilidades de impacto:
“Nesse segundo ciclo, o impacto pode ser ainda maior. Essa é a chance de os agentes de mercado levarem ao Ministério da Fazenda questões envolvendo normas que representem gargalos concorrenciais nos mais diversos setores, além da possibilidade de sugerirem, com base técnica, revisões que destravem investimentos, inovem modelos de negócio e melhorem a eficiência nos mercados brasileiros”, afirma o sócio do Demarest.
O Demarest preparou um passo a passo rápido para empresas e interessados em participar: